Dentistas nas UTIs

VITÓRIA PARA A CATEGORIA!

Projeto de lei que torna obrigatória presença do cirurgião-dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é aprovado no Congresso Nacional por unanimidade.

A importância da presença de cirurgiões-dentistas nas equipes multidisciplinares das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foi referendada no dia 19 de abril último, com a aprovação, por unanimidade, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei 2776/08, de autoria do deputado federal Neilton Mulim (PR/RJ). Não somente a categoria sai vitoriosa com essa decisão, pelo fato de a Odontologia passar a dividir responsabilidades com outras áreas da saúde, mas também os pacientes internados em UTIs, que muitas vezes têm suas doenças agravadas em decorrência de más condições orais.

A Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) posicionou-se inteiramente a favor do parecer e destacou a importância da saúde bucal para a saúde integral do indivíduo, por meio de experiências práticas que apontam para a necessidade do acompanhamento odontológico qualificado nos casos de pacientes considerados graves.

A falta de atendimento odontológico adequado nas UTIs, realizado por cirurgiões-dentistas, associada às condições próprias de pacientes nessa situação, contribui para a proliferação de bactérias comuns ou não à cavidade bucal. Além de prejudicar a saúde bucal, os microrganismos podem contribuir para outras infecções e doenças sistêmicas, principalmente as respiratórias, já que são aspirados e podem afetar o pulmão. Assim, não só o bem-estar e a boca do paciente são prejudicados, mas também sua saúde geral e sua recuperação.

Estudos mostram que a pneumonia hospitalar (infecção nosocomial), que se instala após 48 horas da internação do paciente, é responsável por 10% a 15% de todas as infecções adquiridas em hospitais e por 20% a 50% dos óbitos dos pacientes que a contraem. A doença também aumenta os custos hospitalares, prorrogando de 10 a 13 dias, em média, a estada hospitalar de pacientes entubados.

Outro ponto destacado pela entidade é o baixo custo da prestação de serviços em saúde bucal, com a prescrição de processos relativamente simples e rápidos, reduzindo o tempo de internação do paciente e, consequentemente, as despesas hospitalares. Dados mostram que pacientes com pneumonia em UTIs têm o custo aumentado em mais de R$ 7 mil, o que corresponde ao pagamento do salário de um único cirurgião-dentista, o que poderia garantir cuidados a cerca de 10 doentes.

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