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Artigo |
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| Edição Jan/Mar - 2003 |
| Diagnóstico Precoce da Doença Periodontal em Adolescente e Adultos Jovens | |
| por Maria Christina Brunetti | |
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Por meio de estudos epidemiológicos e observações clínicas é possível reconhecer que a doença periodontal comete uma significante parcela de adolescentes e adultos jovens saudáveis. Uma perda mínima de inserção nos tecidos conjuntivo e ósseo alveolar, ao redor de apenas uma ou duas superfícies dentais, caracteriza essa forma de doença provavelmente entre as periodontites, a mais prevalente na população jovem, então denominada periodontite de estabelecimento precoce. Muitas vezes, o dano causado às estruturas de suporte dos dentes por essa forma de doença é irreparável pois, seu efeito, por permanecer freqüêntemente despercebido até a metade da vida adulta ou mais, acaba sendo devastador. Para a avaliação da doença periodontal, diversos estudos epidemiológicos têm empregado tanto métodos clínicos como radiográficos. No entanto, para se investigar a presença da periodontite de estabelecimento precoce em adolescentes e adultos jovens, a literatura referenda a importância e a adequabilidade da técnica radiográfica, bem como das radiografias interproximais, tendo a distância da junção-cemento-esmalte a crista óssea alveolar usualmente recomendada como critério para detecção de lesões periodontais precoces. Embora métodos clínicos também possam ser empregados, o uso da sondagem periodontal para avaliação do nível de inserção dos tecidos, conjuntivo e ósseo alveolar, não parece ser suficientemente sensível para reconhecer a presença de perdas precoces, além de impor um certo grau de dificuldade para se determinar clinicamente, em crianças e adolescentes, os pontos de referência para a avaliação do nível de inserção durante a sondagem periodontal. O uso de radiografias na investigação da doença periodontal está plenamente consolidado, além de possibilitar o registro de forma permanente do aspecto ósseo alveolar presente no momento do exame. Embora haja diferentes opiniões a respeito da posição "ótima" da crista alveolar em relação ao ponto de referência escolhido, investigações distintas têm considerado a altura da crista alveolar normal quando situada a um, dois ou três milímetros em relação à junção cemento-esmalte. Considerando-se que Stoner (1972), ao analisar mandíbulas secas de indivíduos de 8 a 17 anos de idade, encontrou em 83 das 91 superfícies ósseas proximais avaliadas distâncias da junção-cemento-esmalte à crista alveolar, variando de um a dois milímetros. Acima de dois milímetros já pode ser considerado indicativo de reabsorção da crista óssea alveolar. Como na maioria dos adolescentes e adultos jovens saudáveis afetados, as faces proximais dos primeiros molares permanentes são as áreas mais comumentes envolvidas. Os primeiros molares permanentes têm sido os dentes de eleição para avaliação do nível de inseção do tecido ósseo alveolar, levando-se em consideração o fato de que, muitas vezes, o próprio aspecto temporal da dentição não permite uma leitura confiável de outros elementos permanentes. No entanto, em função das mudanças fisiológicas que ocorrem no osso alveolar ao redor de dentes em erupção ou a dentes decíduos com mais de 2/3 de rizólise, não se recomenda a investigação das superfícies proximais de molares vizinhos. Pela dificuldade em se obter uma visualização satisfatória do nível ósseo alveolar nas superfícies, vestivular e lingual ou palatina dos dentes, os sítios de eleição para avaliação da possível ocorr~encia de perda óssea alveolar nos primeiros molares permanentes devem ser as faces, mesial e distal dos dentes. Como a perda óssea normalmente começa interproximalmente, o risco de se subestimar o resultado, provavelmente não é significante. Considerando-se que as lesões periodontais precoses possam ser lesões precursoras da doeça periodontal do adulto, acredita-se que evidências precoces de destruição na inserção conjuntiva e óssea alveolar podem ser usadas para identificação de adolescentes de risco, particularmente mais predispostas às formas mais avançadas da doeça periodontal. |