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A alta expectativa dos pacientes por resultados estéticos
cada vez mais próximos do natural tem-se tornado um desafio para a odontologia,
exigindo a incorporação dos recentes avanços conquistados pela periodontia,
ortodontia, dentística restauradora, prótese e implantodontia. Hoje, as cirurgias plásticas periodontais fazem parte do
planejamento em tratamentos que buscam um sorriso mais estético. Dentre os defeitos
de tecido mole que mais interferem nos planejamentos estéticos, podem-se destacar:
recessão de tecido marginal, alteração de papila, perda de rebordo em espessura
e altura, assimetria gengival e contorno periimplantar inadequado. As cirurgias
plásticas periodontais reúnem um grupo de técnicas capazes de oferecer previsibilidade
na solução desses defeitos, devendo portanto ser incorporadas aos tratamentos
estéticos. O sucesso nesses procedimentos depende da técnica usada e da capacidade
profissional, implicando em resultados terapêuticos variados. Os periodontistas têm procurado acompanhar a crescente
sofisticação das cirurgias plásticas que requerem cada vez maior habilidade
cirúrgica e conhecimento biológico. No entanto, a busca pela precisão dos procedimentos
tem como limite a acuidade visual do operador. A medicina contemporânea utiliza magnificação em cirurgias
oftalmológicas, otológicas, artroscópicas, laparoscópicas, neurológicas, vasculares,
ginecológicas etc. Essas técnicas oferecem abordagens pouco invasivas e, com
grande precisão, reduzem os riscos cirúrgicos, diminuem o tempo de internação
hospitalar e o desconforto pós-operatório do paciente. Hoje, a magnificação
é um ponto em comum a qualquer área da medicina, indo do diagnóstico à cirurgia.
Um grande número de periodontistas utiliza sistemas de
baixa magnificação, como as lupas simples, compostas e prismáticas, e reconhecem
o seu benefício. Com a ajuda do microscópio operatório, as habilidades já desenvolvidas
em suas cirurgias podem ainda serem treinadas para atuarem em níveis de precisão
jamais imaginados.
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