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Dúvidas e soluções


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Edição Jan/Fev/Mar - 2002
Microcirurgia plástica periodontal
Página 01
Dr. Glécio Vaz de Campos *
 

 

A alta expectativa dos pacientes por resultados estéticos cada vez mais próximos do natural tem-se tornado um desafio para a odontologia, exigindo a incorporação dos recentes avanços conquistados pela periodontia, ortodontia, dentística restauradora, prótese e implantodontia.

Hoje, as cirurgias plásticas periodontais fazem parte do planejamento em tratamentos que buscam um sorriso mais estético. Dentre os defeitos de tecido mole que mais interferem nos planejamentos estéticos, podem-se destacar: recessão de tecido marginal, alteração de papila, perda de rebordo em espessura e altura, assimetria gengival e contorno periimplantar inadequado. As cirurgias plásticas periodontais reúnem um grupo de técnicas capazes de oferecer previsibilidade na solução desses defeitos, devendo portanto ser incorporadas aos tratamentos estéticos. O sucesso nesses procedimentos depende da técnica usada e da capacidade profissional, implicando em resultados terapêuticos variados.

Os periodontistas têm procurado acompanhar a crescente sofisticação das cirurgias plásticas que requerem cada vez maior habilidade cirúrgica e conhecimento biológico. No entanto, a busca pela precisão dos procedimentos tem como limite a acuidade visual do operador.

A medicina contemporânea utiliza magnificação em cirurgias oftalmológicas, otológicas, artroscópicas, laparoscópicas, neurológicas, vasculares, ginecológicas etc. Essas técnicas oferecem abordagens pouco invasivas e, com grande precisão, reduzem os riscos cirúrgicos, diminuem o tempo de internação hospitalar e o desconforto pós-operatório do paciente. Hoje, a magnificação é um ponto em comum a qualquer área da medicina, indo do diagnóstico à cirurgia.

Um grande número de periodontistas utiliza sistemas de baixa magnificação, como as lupas simples, compostas e prismáticas, e reconhecem o seu benefício. Com a ajuda do microscópio operatório, as habilidades já desenvolvidas em suas cirurgias podem ainda serem treinadas para atuarem em níveis de precisão jamais imaginados.


 

 

 


Fig. 1B: Microcirurgia para
recobrimento radicular no
13.

 


Fig. 1C: Área operada,
aumento de 16x.
Observar as microssuturas
8-0 (em roxo) e 6-0 (em
branco), que
proporcionam uma 
coaptação precisa dos
retalhos e ótima
estabilização do enxerto.

 


Fig. 1D: Pós-operatório
de cinco dias.

Fig. 1A: Caso de recessão
de tecido marginal no
13 e 23.

 


Fig. 1D: Pós-operatório
de um ano dos
recobrimentos