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Um magnificador de imagem pode ser usado para todo e qualquer
procedimento clínico, tendo como principal vantagem a de aumentar consideravelmente
a imagem do campo observado, podendo-se então melhorar a qualidade dos
procedimentos realizados, dado à evidência de que quando se vê
com aumento, mínimos detalhes passam a ser grandes, podendo reduzir a
longevidade de nossos trabalhos se não forem vistos. Ou seja, quando
se vê maior, se vê melhor. Outra vantagem deste dispositivo é que a posição ideal para o uso do aparelho acaba por forçar o operador a manter-se em uma correta e/ou melhor postura. Alguns cirurgiões dentistas tiveram mialgias cervicais toráxicas e/ou lombares após algum tempo de uso de um dispositivo magnificador, além de também diminuir o esforço visual do cirurgião dentista. Existem diversos tipos de magnificadores de imagem que vão desde as
simples lupas de aumento até o microscópio óptico. "Cabe
ao interessado em usar dispositivo de aumento para o trabalho observar que essencialmente
o sistema óptico não deve forçar o clínico a comprometer
sua posição ideal de trabalho. Todo equipamento de ampliação
precisa se adaptar às necessidades do operador e não ao contrário."
Dainoff MJ, 1979 e Wicklund ME, 1992. Alguns profissionais iniciam o uso de equipamentos de aumento
para realizar com mais detalhes o término cervical de preparos de próteses
fixas, bem como para checar as provas de copings e restaurações
indiretas. Depois passam a usar lentes de aumento para todos os procedimentos
clínicos. Na periodontia, tem sido bastante difundido o uso do microscópio
cirúrgico com excelentes resultados. Para escolher um sistema de ampliação e conseguir uma visão
intra-oral ideal, é importante que a distância de trabalho,
a profundidade do campo e o ângulo de inclinação óptica
do sistema correspondam ao tamanho de seu corpo e as suas necessidades músculo-esqueléticas.
Ou seja, a distância de trabalho é a distância entre
os olhos do operador e o objeto observado. (Esta distância varia de uma
marca de telescópio para outra, e alguns fabricantes possuem aparelhos
com diferentes opções de distância de trabalho de acordo
com a necessidade do operador). A profundidade do campo está situada
em uma variável na qual o clínico possa alcançar uma resolução
visual (foco da imagem observada). Uma vez que o profissional odontológico
determinou a melhor posição de trabalho para o tronco e os membros
superiores, em termos músculo-esqueléticos, deve-se determinar
a inclinação óptica, que é o grau no qual
os olhos do operador vão estar declinados (isto é, inclinados
para baixo). Ou seja, um pequeno grau de avanço da cabeça para baixo minimiza
a tensão na musculatura dos olhos, sem comprometer a musculatura ocular
e ao declinar a visão diminui a inclinação da cabeça
do profissional para baixo, reduzindo portanto a tensão da musculatura
cervical. O ângulo de inclinação óptica, portanto,
representa um equilíbrio entre os extremos de fadiga ocular (quando não
há nenhuma inclinação da cabeça para baixo) e a
tensão no pescoço (quando não há nenhuma inclinação
dos olhos). Este equilíbrio é determinante para o conforto do
clínico. Um dado importante: por exemplo, pessoas que usam óculos
(lentes corretivas para visão), tipo bifocais ou multifocais (ex.: varilux),
já têm por si definido um ângulo de inclinação
quando se está lendo, pois o foco para leitura neste tipo de óculos
está no terço inferior destas lentes, sendo assim mais fácil
sua adaptação para o uso de dispositivos de aumento. A tecnologia dos dispositivos ópticos é sofisticada
o bastante para permitir aos clínicos trabalhar sem comprometimentos,
mas a escolha desses dispositivos deve ser cuidadosa. Uma das
características mais importantes de um dispositivo de ampliação
está no ângulo de inclinação adequado. Qualquer sistema
óptico que não cumpra as exigências para uma postura equilibrada
e, portanto, force um comprometimento no ângulo de inclinação
do clínico, é provável que se traduza em literal dor no
pescoço e/ou atrás da cabeça. Mais informações e detalhes sobre este assunto
podem ser obtidos em uma publicação da revista Jada– Brasil,
vol. 2, outubro/1999 (O ângulo de inclinação e seu papel
na seleção dos telescópios cirúrgicos), à
disposição para leitura na Sobrape.  | | | | | Clique na imagem para ampliá-la | | | |
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Quais as
dificuldades na manutenção dos molares inferiores? A
longevidade dos dentes molares tunelizados, hemisectados e rizectomizados tem
sido demonstrada. Os molares inferiores que receberam indicação
de tunelizações, principalmente os primeiros, devido a abertura
de furca estar situada próxima à união esmalte/cemento,
apresentam dificuldades na manutenção da saúde dento gengival.
A face distal da raiz mesial apresenta concavidades importantes na parte central,
atingindo aproximadamente 1,0 mm de profundidade. Esta região quando
não propriamente instrumentada é fator retentivo do biofilme dental,
o que poderá acarretar nova formação de bolsa periodontal
e/ou cáries. A bifurcação propriamente dita apresenta canais
secundários de definida importância, estabelecendo comunicação
com o órgão pulpar, fato que pode desencadear envolvimentos endo-periodontais.
A área apresenta também situações de textura que
facilitam o acúmulo da comunidade bacteriana, determinando o surgimento
de lesões cariosas. Adequada
plastia das depressões, associados ao controle mecânico com escovas
interdentais, que obliteram literalmente o espaço de furca, associado
a fluorterapia diária, poderá conferir mais tempo de vida aos
dentes molares, desde que os controles profissionais sejam mantidos.
Colaboração: Professor Fernando Francisco Vilar Silva, professor assistente do curso de especialização em periodontia da EAP-APCD – Central
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