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Introdução
Estudos anteriores têm demonstrado que o derivado de matriz de esmalte
(EMD) tem a capacidade de melhorar os parâmetros clínicos periodontais,
quando usado no tratamento de defeitos infra-ósseos. A proposta
do presente estudo é a de comparar, 12 meses após a realização cirúrgica,
sítios tratados com cirurgia a retalho periodontal com sítios tratados
com cirurgia associada à colocação do derivado de matriz de esmalte
(EMD).
Metodologia
Vinte e três pacientes, com no mínimo dois defeitos infra-ósseos,
foram selecionados. Cinqüenta e três defeitos receberam EMD em conjunto
com o tratamento cirúrgico periodontal. Trinta e um defeitos, nos
mesmos 23 pacientes, foram tratados somente cirurgicamente. Stents
foram confeccionados para servirem como pontos de referência fixos.
Consultas de controle foram realizadas no mínimo um ano após a realização
da cirurgia a retalho periodontal. Parâmetros clínicos, tais como
índice de placa, índice de sangramento à sondagem, profundidade
clínica de sondagem, posição da margem gengival e nível clínico
de inserção, foram medidos antes do procedimento cirúrgico e antes
da consulta cirúrgica de controle. Parâmetros ósseos, tais como
nível da crista óssea alveolar e profundidade do defeito, foram
medidos durante o procedimento cirúrgico e durante a consulta cirúrgica
de controle. Análises estatísticas foram conduzidas através do método
de equações estimativas generalizadas para determinar mudanças nos
parâmetros clínicos e ósseos. Também foi calculada, na avaliação
estatística, a porcentagem de defeito ósseo preenchido.
Resultados
Em todas as categorias, o tratamento com EMD (grupo teste) foi superior
ao tratamento sem EMD (grupo controle). Os índices de placa e de
sangramento à sondagem médios não sofreram mudanças significativas
após o tratamento executado. A redução média da profundidade clínica
de sondagem foi 2,7 mm maior no grupo teste. O ganho médio de inserção
clínica foi 1,5 mm maior no grupo teste, e o preenchimento médio
do defeito ósseo foi 2,4 mm maior no grupo tratado cirurgicamente
associado a EMD. A porcentagem média de preenchimento do defeito
ósseo, através do parâmetro da crista óssea alveolar, foi mais que
três vezes maior nos sítios tratados em associação com EMD (74%
do defeito preenchido nos casos tratados com EMD versus 23% do defeito
preenchido nos sítios sem EMD).
Conclusões
Este estudo indica que o tratamento de defeitos periodontais infra-ósseos
com derivado de matriz de esmalte é clinicamente superior ao tratamento
sem EMD (cirurgia a retalho) em todos os parâmetros avaliados. As
consultas cirúrgicas de controle revelaram que a porcentagem de
preenchimento dos defeitos ósseos tratados com EMD pode ser comparada
favoravelmente, em relação aos resultados encontrados na literatura
dos tratamentos utilizando enxertos ósseos ou barreiras de membrana.
Palavras-chave
Regeneração periodontal; defeitos infra-ósseos; testes clínicos;
estudos comparativos; estudos de acompanhamento; proteínas de matriz
de esmalte; retalhos cirúrgicos.
Os
objetivos da terapia periodontal consistem na detenção do processo
de doença, na prevenção da recorrência da doença e na regeneração
do periodonto perdido. O último, que é definido como uma reconstrução
de um ligamento periodontal funcionalmente orientado e inserido
em novos cemento e osso alveolar, pode ser determinado somente por
exames histológicos de tecidos reparados após a cirurgia. Evidências
de regeneração periodontal podem ser apresentadas em várias revisões
literárias.(1-6)
No entanto, como estas evidências exigem que sejam feitas secções
de tecidos, o que limita este tipo de avaliação, os clínicos contam
com parâmetros, tais como redução da profundidade clínica de sondagem,
ganho clínico de inserção e evidências radiográficas e de reabertura
cirúrgica de controle para a verificação do preenchimento do defeito
ósseo, para avaliar clinicamente uma modalidade de tratamento aplicado.
Várias revisões literárias têm documentado sucesso na utilização
de materiais de enxerto e de membrana, fazendo comparações que demonstraram
resultados estatísticos superiores ao tratamento cirúrgico periodontal.1-7
Uma
recente análise demonstrou um aumento da redução da profundidade
clínica de sondagem, ganho clínico de inserção e preenchimento de
defeito ósseo após tratamento de defeitos infra-ósseos com membranas,
em comparação com enxertos, e ambos os materiais foram comparados
ao tratamento cirúrgico periodontal.8
Em
1997, o derivado de matriz de esmalte foi introduzido na literatura
periodontal e, desde então, tem demonstrado potencial para mediar
a regeneração periodontal tanto em humanos quanto em sistemas de
modelo animal. 9-11
Este material é composto primariamente de amelogeninas e proteínas
relacionadas que são derivadas de partes do germe dentário de porco.
A detecção de proteínas de matriz de esmalte entre a dentina periférica
e o cemento em crescimento fornece o conceito básico para o uso
de um material derivado de matriz de esmalte na terapia regenerativa.12
O
uso de derivado de matriz de esmalte tem resultado em aumentos clínicos
significativos na redução da profundidade clínica de sondagem, ganho
clínico de inserção e preenchimento ósseo em vários estudos clínicos
recentes.13-15
Um estudo de vários centros, envolvendo 33 pacientes, comparou 34
sítios teste e controle junto ao efeito a longo prazo do tratamento
com EMD em associação com cirurgia a retalho modificada por Widman
para o mesmo procedimento cirúrgico com um placebo. Medidas de nível
clínico de inserção e avaliações radiográficas foram realizadas
após 8, 16 e 36 meses de realização da cirurgia. Não foram realizadas
cirurgias de controle. Os resultados mostraram aumentos significativos
no ganho de inserção clínica em todos os períodos de medição nos
sítios tratados com EMD, em comparação ao grupo controle. O ganho
clínico de inserção nos sítios teste e controle, após 8 meses, foram
de 2,1 mm e 1,5 mm, respectivamente; após 16 meses, foi de 2,3 mm
e 1,7 mm, respectivamente; e após 36 meses, foi de 2,2 mm e 1,7
mm, respectivamente. Houve um ganho estatístico significativo de
osso (revelado através de exames radiográficos) de 2,6 mm após 36
meses em todos os sítios teste, e, em comparação, não houve evidência
de ganho ósseo nos sítios controle.13
Um
recente estudo clínico em 108 pacientes incluiu 145 defeitos ósseos
interproximais angulares, com um componente infra-ósseo maior ou
igual a 3 mm, que foram tratados com EMD e re-examinados 12 meses
após cirurgia. Os resultados revelaram um ganho médio de inserção
clínica de 4,6 mm e uma redução na profundidade clínica de sondagem
de 5,2 mm. Oitenta e sete por cento dos sítios tratados exibiram
um ganho clínico de inserção maior que 2 mm. Além disso, avaliações
radiográficas revelaram uma diminuição da profundidade do defeito
ósseo de 2,9 mm. No entanto, não foi realizado tratamento de controle
neste estudo.14
Um recente teste clínico controlado aleatoriamente comparou quatro
tipos de tratamento em 40 pacientes (10 pacientes para cada tipo
de tratamento). Três diferentes barreiras de membrana (dois absorvíveis
e um não-absorvível) foram avaliadas em três grupos de 10 pacientes
com defeitos infra-ósseos. O 4o grupo recebeu tratamento com derivado
de matriz de esmalte (EMD). Controles foram tratados com o veículo
do EMD (alginato de propilenoglicol) após a cirurgia de retalho
periodontal. Re-exames 12 meses após a realização da cirurgia mostraram
um aumento significativo na redução da profundidade clínica de sondagem
(4,4 mm versus 3,5 mm) e ganho clínico de inserção (2,9 versus 1,8
mm) nos sítios tratados com barreiras de membrana e EMD, em comparação
ao grupo controle.
Além disso, o tratamento com EMD mostrou-se com equivalente efetividade,
em termos de redução da profundidade clínica de sondagem e ganho
clínico de inserção, com relação ao tratamento com barreiras de
membrana.15
Outro
teste controlado clinicamente comparou o tratamento de defeitos
infra-ósseos com EMD, com o tratamento de regeneração tecidual guiada
(GTR), utilizando uma membrana absorvível. Dezesseis pacientes com
defeitos infra-ósseos em lados antagonistas do mesmo arco (maxila
ou mandíbula) foram tratados, e os sítios foram avaliados anteriormente
à cirurgia e oito meses pós-cirurgia. Sítios tratados com EMD demonstraram
uma redução de 3,8 mm e um ganho clínico de inserção de 3,1 mm.
Sítios tratados com GTR demonstraram uma redução da profundidade
clínica de sondagem de 4,0 mm e um ganho clínico de inserção de
3,0 mm. Os autores notaram que ocorreu exposição da membrana em
7 dos 16 casos, durante as primeiras três semanas após a cirurgia.
Os autores concluíram que "não houve diferenças estatisticamente
significativas em nenhum dos parâmetros investigados, entre os grupos
tratados com EM e GTR".16
Em
um estudo histológico humano, 14 dentes em 14 pacientes agendados
para extração dentária e associados com defeitos infra-ósseos avançados
foram tratados aleatoriamente com EMD ou membranas absorvíveis.
Análises histológicas, após seis meses, revelaram 2,6 mm de nova
inserção (novo cemento com fibras colágenas inseridas) e um ganho
médio de novo osso de 0,9 mm nos sítios tratados com EMD.
No
grupo tratado com GTR, o ganho médio de nova inserção foi de 2,4
mm, e o ganho médio de novo osso foi de 2,1 mm. Os autores notaram
que o novo cemento foi predominantemente celular em ambos os grupos
de tratamento. Os autores concluíram que o tratamento com EMD, ou
com membranas absorvíveis, aumentou a formação de uma nova ligação
de tecido conjuntivo em humanos.17
Não
foi relatado na literatura nenhum teste controlado clinicamente
com controles cirúrgicos, utilizando-se de EMD. A proposta da presente
investigação é a de comparar clinicamente os resultados um ano após
o tratamento de defeitos infra-ósseos com cirurgias a retalho periodontal
associadas ou não ao uso de EMD.
Materiais
e métodos
Vinte e três pacientes que estavam procurando por tratamento periodontal
na Faculdade de Odontologia de Nova Iorque foram selecionados. Cada
paciente tinha, no mínimo, dois defeitos ósseos angulares detectados
por exames radiográficos, raspagem, alisamento radiculares e ajuste
oclusal indicados, e indicações para instrução de higiene, no mínimo,
dois meses antes ao exame de seleção para participação no presente
estudo. Todos os pacientes receberam exames de rotina para a detecção
do câncer de cabeça e pescoço. Nenhum paciente necessitou de medicação
profilática antibiótica ou tinha alguma doença de ordem sistêmica
que contra indicasse a realização de cirurgia periodontal. Cada
paciente foi alertado da natureza do estudo e assinou um termo de
compromisso livre e esclarecido anteriormente aos tratamentos realizados.
Tanto o estudo quanto o termo de compromisso foram aprovados pelo
Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos. Anteriormente
à cirurgia, os defeitos foram sorteados no sistema de "cara ou coroa",
para receber ou o tratamento com EMD, ou apenas o tratamento cirúrgico.
Todos os defeitos, no quadrante tratado, receberam o mesmo tratamento
durante a cirurgia.
Se
três quadrantes continham defeitos para o estudo, um sorteio determinou
o defeito de controle, e todos os defeitos remanescentes foram tratados
com cirurgia associada à utilização de EMD. Se quatro quadrantes
continham defeitos para estudo, novamente era realizado um sorteio
para determinar os dois quadrantes tratados com EMD e os dois quadrantes
de controle restantes.
Medições
Antes da realização da cirurgia, foram confeccionados stents de
acrílico para cada paciente, sendo os mesmos guardados em um modelo
de estudo, para minimizar distorções do material. O stent foi colocado
em uma direção de oclusal para apical com uma broca afilada, para
que o cone de prata retornasse para a mesma posição, em cada nova
medição sucessiva. Medições para recessão gengival, profundidade
clínica de sondagem e nível clínico de inserção foram gravadas de
um ponto de referência fixo (stent) a cada parâmetro, com o auxílio
de um paquímetro digital de Boley, cones de prata e pinças com trava.18
Todas as medições foram gravadas pelo mesmo investigador.
O investigador que realizou as medições não foi o mesmo que realizou
o tratamento cirúrgico. Além disso, desde a realização do sorteio
do tratamento a ser realizado, o investigador que realizou as medições
não sabia qual foi o tratamento realizado nos dentes em que fez
a coleta de dados. Este fato também é cabível para as consultas
cirúrgicas de controle. Valores locais dos sítios foram anotados
para: 1) índice de placa;19 2) índice de sangramento
à sondagem;20 3) retração gengival; 4) profundidade clínica
de sondagem; 5) nível clínico de inserção; e 6) grau de mobilidade.21
Antes do tratamento cirúrgico, as medições foram feitas do stent
até a margem gengival, do stent até a base da bolsa, e do stent
até a junção esmalte-cemento. Durante a cirurgia, medições foram
realizadas do stent até a crista alveolar, do stent até a base do
defeito ósseo e do stent até a junção esmalte-cemento.
A
última medição foi usada para checar se o stent ainda estava na
mesma posição. Aproximadamente 12 meses após a cirurgia, anteriormente
e durante a consulta cirúrgica de controle, as medições citadas
anteriormente foram repetidas (tabela 1 - clique
aquí para ver a tabela).
Também
foram guardados registros de índice de placa e índice de sangramento
à sondagem, anteriormente ao tratamento cirúrgico periodontal e
à consulta cirúrgica de controle. Pacientes que fumavam mais que
meio maço de cigarros por dia foram classificados como "fumantes"
e isto foi também registrado.
Cinqüenta e três defeitos em 23 pacientes receberam EMD em associação
com o tratamento cirúrgico. Seis destes defeitos foram tratados
em três "fumantes". Trinta e um defeitos, nos mesmos 23 pacientes,
foram tratados somente com cirurgia a retalho periodontal. Três
destes defeitos foram tratados nos mesmos três "fumantes".
Procedimentos
cirúrgicos e tratamento pós-cirúrgico
Após a medição e administração de anestesia local, todos os sítios
foram tratados através de um retalho mucoperiostal de espessura
total, na tentativa de englobar todos os tecidos moles envolvidos.
As raízes expostas e defeitos ósseos foram curetados com instrumentos
manuais e ultra-sônicos. Os sítios que foram tratados apenas com
a cirurgia a retalho foram suturados com fios de sutura de seda
4-0. Os sítios tratados em associação com o uso de EMD
foram secos com o auxílio de gaze. Ácido cítrico (pH = 1) foi, então,
aplicado com o auxílio de uma bolinha de algodão na raiz exposta
por 15 segundos.
Cuidados
foram tomados para evitar o espalhamento do líquido nos sítios adjacentes.
A área foi, então, irrigada com solução salina ou água por 60 segundos.
Em todos os casos, suturas, usando-se do mesmo fio de seda 4-0,
foram iniciadas anteriormente à aplicação do EMD, para permitir
maior fechamento do sítio quando o EMD for aplicado. A agulha e
o fio foram colocados através do retalho bucal e o retalho foi refletido
com um elevador. A raiz e o defeito foram, então, secos e o EMD
foi aplicado tanto na raiz quanto no defeito.
O EMD foi preparado com uma mistura de 30 mg de pó com um veículo
de alginato de propilenoglicol, utilizando-se de uma seringa de
3 cc com agulha de calibre 18 e 2 polegadas. A preparação desta
mistura foi feita no mínimo 15 minutos antes da aplicação. Usando-se
do auxílio de uma agulha de calibre 19 e 1,5 polegadas na mesma
seringa, o EMD foi aplicado cuidadosamente na parte mais profunda
da raiz exposta até a sua porção mais coronária, até que o defeito
fosse preenchido completamente.
Os retalhos foram, então, reposicionados e suturados com suturas
contínuas ou suturas em colchoeiro horizontal. Em casos onde o recobrimento
do retalho sobe o material foi considerado incompleto, incisões
relaxantes verticais ou incisões relaxantes que não envolvem o periósteo
(de espessura parcial) foram realizadas na porção interna da base
do retalho, antes do condicionamento radicular. Após a realização
das suturas, uma quantidade de EMD adicional foi colocada na junção
entre o dente e o retalho periodontal. Pressão foi executada a fim
de unir os retalhos, tanto no grupo teste quanto no grupo controle,
com o auxílio de uma gaze úmida por 5 a 10 minutos. Um curativo
resinoso (marca comercial Coe pak) foi aplicado, cobrindo o tecido
e parte do dente (1/2 coroa clínica).
A
cada paciente, foi prescrito tetraciclina HCL 1g por dia por duas
semanas após a cirurgia. Pacientes foram, então, instruídos quanto
aos cuidados pós-operatórios. Os cuidados pós-operatórios consistiam
em enxágüe duas vezes ao dia com gluconato de clorexidina a 0,12
% por 8 semanas. As suturas e o curativo foram removidos de 10 a
14 dias após a cirurgia. Os pacientes retornaram a cada duas semanas
por seis meses, e após este período, uma vez ao mês nos próximos
10 meses. As áreas cirúrgicas foram curetadas profissionalmente
com raspagem supragengival, e instruções de higiene foram reforçadas.
Os pacientes foram instruídos a não escovar nem passar fio dental
nas áreas tratadas por seis semanas após a remoção das suturas.
Passado este período, os pacientes puderam retornar ao regime normal
de higienização. Os sítios cirúrgicos não foram sondados até o período
de seis meses após a realização da cirurgia.
Aproximadamente 12 meses após a cirurgia a retalho, a cirurgia de
controle foi realizada (figura 1 A-D).
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Figura 1 A
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Figura 1 B
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Figura 1 C
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Figura 1 D
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| A) |
Sítio
controle, face mesial. Antes da cirurgia inicial, PCS = 9,93
mm |
| B) |
Exposição
do defeito ósseo de duas paredes, medindo 5,25 mm de
|
| B |
profundidade. |
| C) |
Após
12 meses, a PCS é de 5,8 mm, havendo um ganho clínico
de |
| C |
inserção
de 1,58 mm |
| D) |
Remodelamento
do defeito ósseo com preenchimento de 1,36 mm. |
| D |
Porcentagem do preenchimento foi de 26% |
Antes
da cirurgia de controle, todas as medições dos parâmetros clínicos
foram repetidas e guardadas.
No momento da cirurgia de controle, anestesia local foi administrada
e retalhos de espessura total foram rebatidos.
Os
defeitos ósseos foram, então, curetados e as medidas dos parâmetros
ósseos foram realizadas (figura 2 A-D
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Figura 2 A
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Figura 2 B
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Figura 2 C
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Figura 2 D
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| A) |
Sítio
tratado com EMD na mesial. Anteriormente à cirurgia,
PCS=9,96 mm |
| B) |
Exposição
do defeito ósseo durante a cirurgia inicial, com profundidade |
| B |
de 6,35 mm |
| C) |
Na
cirurgia de controle, a PCS foi igual a 3,9 mm, havendo um ganho |
| C |
clínico de inserção de 5,46 mm |
| D) |
Preenchimento
do defeito ósseo foi de 4,24 mm. Isto representa uma |
| D |
porcentagem de preencgimento de 67% |
Defeitos residuais foram tratados com eliminação cirúrgica e os
retalhos foram, então, suturados. Antes do início da cirurgia de
controle, radiografias e fotografias foram realizadas. Fotografias
do tecido ósseo, tanto na cirurgia inicial quanto na cirurgia de
controle, foram realizadas em cada sítio cirúrgico durante o procedimento
cirúrgico (figura 3 A-D).
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Figura 3 A
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Figura 3 B
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Figura 3 C
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Figura 3 D
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| A) |
Defeito
ósseo exposto na face do dente tratado com EMD. O defeito |
| B |
media 6,4 mm |
| B) |
Após
12 meses, o preenchimento do defeito foi de 5,4 mm, representando |
| C |
uma porcentagem de preenchimento de 85% |
| C) |
Radiografia
antes da cirurgia de controle, após 12 meses |
| D) |
Radiografia antes da cirurgia de controle, após 12 meses |
Métodos
estatísticos
O propósito do estudo foi um trabalho esquematizado para que cada
paciente tivesse seu grupo teste e seu grupo controle. Em outras
palavras, haviam defeitos periodontais tratados com EMD e defeitos
periodontais similares não tratados com EMD em um mesmo paciente.
Foram coletados dados referentes à mobilidade dental, profundidade
clínica de sondagem, profundidade do defeito ósseo e índices de
placa e de sangramento à sondagem, no exame inicial e 12 meses após
o tratamento cirúrgico. Em adição, foram coletados dados referentes
à mudança na profundidade clínica de sondagem após 12 meses, a mudança
na recessão gengival após 12 meses, a quantidade de defeito ósseo
preenchido após 12 meses, e a porcentagem de resolução do defeito
ósseo após 12 meses (o ganho líquido em % do defeito preenchido
após resposta de reabsorção óssea).
Análises estatísticas foram conduzidas através do método de equações
estimativas generalizadas (GEE), assumindo uma matriz de correlação
de funcionamento trocável. Este método de análise estatística foi
usado para controlar adequadamente para linha base diferenças entre
sítios enquanto ao mesmo tempo leva em conta a falta de independência
dos sítios contidos em cada paciente. Em adição, alguns pacientes
tiveram múltiplos sítios tratados com EMD e/ou múltiplos sítios
tratados sem EMD. Todos os pacientes receberam tratamento de pelo
menos um defeito periodontal com EMD e de um defeito periodontal
sem EMD.
Estatísticas
descritivas
A
média de idade dos pacientes envolvidos no estudo foi de 45.,5 anos
(SD = 15.9), variando de 19 a 71 anos. Usando médias dos pacientes
para os sítios controle (sítios sem EMD) e sítios teste (sítios
com EMD), diferenças na profundidade clínica de sondagem inicial,
profundidade óssea inicial, índices de placa e de sangramento à
sondagem iniciais entre a média do grupo controle e a média do grupo
teste para cada paciente foram testadas usando um teste por duplas
t.
Profundidades
clínicas de sondagem, índices de placa e de sangramento à sondagem
iniciais não foram significantemente diferentes entre a média teste
e a média controle para cada paciente (P = 0,125; P = 0,244 e P
= 0,931 para profundidade clínica de sondagem, índice de placa e
índice de sangramento iniciais, respectivamente). No entanto, a
média de profundidade óssea no grupo teste foi, significantemente,
mais alta que na média no grupo controle (P<0,001).
Análise
estatística
Mudanças
na profundidade clínica de sondagem, nível de retração gengival,
nível clínico de inserção e profundidade do defeito ósseo após 12
meses foram comparadas usando o método GEE. Idade e fumo foram também
parâmetros de inclusão na pesquisa, mas nenhuma destas variáveis
acrescentou significantemente valores no método GEE ou mudaram a
estimativa do efeito do tratamento com EMD substantivamente, portanto
foram eliminados do método GEE.
Comparando
a mudança na profundidade clínica de sondagem entre sítios tratados
com EMD e sítios tratados sem EMD, as profundidades clínicas iniciais
foram incluídas como uma co-variável no método. Comparando a mudança
na retração gengival, mudança no nível clínico de inserção e mudança
na profundidade óssea, a profundidade óssea inicial foi incluída
como uma co-variável no método. O objetivo era o grupo variável
conduzir as análises GEE, enquanto uma correlação trabalhada em
trocas foi assumida por todas as análises GEE.
Em
adição, a quantidade de defeito preenchida, a porcentagem de defeito
preenchido, a quantidade de reabsorção alveolar e a porcentagem
de resolução do defeito (não ajustada devido à reabsorção óssea)
foram também comparadas usando o GEE, sendo a profundidade óssea
inicial um co-variável. Em todas as categorias de mudanças, o tratamento
com EMD foi superior ao tratamento sem EMD. Após 12 meses, o tratamento
com EMD se mostrou significativamente melhor, com relação à diminuição
da profundidade clínica de sondagem, aumento no nível clínico de
inserção e aumento da porcentagem de preenchimento do defeito ósseo
inicial, com a inclusão e não do valor da reabsorção óssea após
o procedimento cirúrgico. Em adição, o tratamento com EMD demonstrou
uma menor reabsorção óssea da crista alveolar através do tempo,
em comparação com o tratamento sem EMD. Globalmente, a redução média
da profundidade clínica de sondagem no tratamento com EMD foi 2,7
mm maior do que o tratamento sem EMD; o ganho médio de inserção
clínica para os sítios tratados com EMD foi 1,5 mm maior do que
o ganho em sítios tratados sem EMD; e o valor médio do preenchimento
do defeito ósseo em sítios tratados com EMD foi 2,4 mm maior do
que em sítios tratados sem EMD. A porcentagem média de preenchimento
do defeito ósseo após reabsorção óssea alveolar foi mais que três
vezes maior em sítios tratados com EMD, em comparação com os sítios
tratados sem EMD (74% com EMD e 23% sem EMD).
A média dos índices de placa e de sangramento à sondagem não foi
significativamente diferente após a cirurgia de controle (com EMD:
índice médio de placa = 0,51 e índice médio de sangramento à sondagem
= 0,71; sem EMD: índice médio de placa = 0,68 e índice médio de
sangramento à sondagem = 0,71; P = 0,51 e P = 1,00 para as diferenças
entre os índices de placa e de sangramento à sondagem, respectivamente).
Discussão
Globalmente, este estudo indica que o tratamento de defeitos periodontais
com EMD é clinicamente superior ao tratamento sem EMD para cada
parâmetro medido. Desde que os índices de placa e de sangramento
à sondagem médios inicial e após 12 meses de realização da cirurgia
não foram significativamente diferentes entre os grupos teste (EMD)
e controle (sem EMD), podemos afirmar que níveis similares de controle
de placa foram mantidos em todos os sítios tratados. Este fato é
importante devido a alguns estudos, envolvendo o uso de cirurgia
à retalho18-22-23 ou membranas de barreira24-27,
terem mostrado que a quantidade de redução da profundidade clínica
de sondagem, ganho clínico de inserção e quantidade de preenchimento
do defeito ósseo podem ser relacionados ao controle de placa no
sítio tratado.
Apesar
da média inicial da profundidade clínica de sondagem no presente
estudo não ser significativamente diferente entre os sítios teste
e controle, a profundidade média do defeito ósseo inicial foi significativamente
maior nos sítios teste. Este fator tem sido documentado em procedimentos
cirúrgicos periodontais, bem como no tratamento com regeneração
tecidual guiada de defeitos infra-ósseos, para correlacionar o ganho
clínico de inserção pós-cirúrgico.
No
entanto, outras investigações revelaram que a profundidade do defeito
infra-ósseo não foi um fator limitante da cirurgia a retalho periodontal
no tratamento de defeitos infra-ósseos com o uso de membranas de
barreira.29 Recentes estudos utilizando EMD para o tratamento
de defeitos infra-ósseos relataram resultados conflitantes a respeito
da relação entre o ganho clínico de inserção após a cirurgia e a
profundidade óssea inicial dos defeitos tratados. Um estudo revelou
que "melhoras clínicas foram mais evidentes nos sítios mais profundos
do que em sítios com defeitos infra-ósseos rasos",15
enquanto um segundo estudo utilizando um método de regressão para
avaliar a mudança no nível clínico de inserção encontrou que a profundidade
do defeito infra-ósseo não influencia significantemente a mudança
no nível clínico de inserção após o tratamento com EMD.14
Enquanto um aumento significativo do preenchimento do defeito ósseo
do grupo teste versus o grupo controle (5,63 versus 4,29) revela
que outras características do defeito ósseo podem também influir
no preenchimento ósseo. O número de paredes ósseas30
e a largura do defeito (ângulo do defeito)31 são outros dois fatores
que têm sido correlacionados com o preenchimento ósseo. Estes parâmetros
não foram medidos neste estudo. No entanto, desde que os defeitos
selecionados para o estudo foram escolhidos por um esquema de "cara
ou coroa" e não foram retirados dados referentes à largura, altura
ou volume do defeito infra-ósseo, alguns, nenhum ou todos estes
fatores podem ter afetado igualmente os resultados tanto do grupo
teste quanto do grupo controle. Além disto, a inclusão da profundidade
do defeito ósseo inicial como uma co-variável em nosso método estatístico
foi adaptado para uma diferença nas respostas relacionadas a diferentes
tamanhos dos defeitos iniciais e, desta maneira, foi eliminado qualquer
tipo de preconceito. Portanto, a significância clínica da diferença
no preenchimento entre os sítios teste e controle em função dos
fatores acima é evidente, com todos os resultados demonstrando uma
superioridade clara do grupo teste sobre o grupo controle.
Até agora, nossos resultados são consistentes com outros estudos
controlados comparando o EMD à cirurgia a retalho periodontal, que
têm demonstrado um maior preenchimento do defeito ósseo nos sitos
tratados por EMD.13-15
Contudo, o preenchimento do defeito ósseo em sítios tratados com
EMD no presente estudo, como o determinado pelas consultas cirúrgicas
de controle, foi de 3,83 mm, o que excedeu os resultados de preenchimento
ósseo relatados tanto por Heden et al. 14 (2,8 mm) quanto
por Heijl et al. 13 (2,6 mm) (quando o preenchimento
foi determinado através de exame radiográfico).
Além
disso, a porcentagem do defeito ósseo preenchido no presente estudo
foi de 74% para os sítios tratados com EMD e de 22,7% nos sítios
tratados sem EMD. Estes cálculos são uma razão entre o preenchimento
ósseo e a profundidade inicial do defeito ósseo, e eles servem para
padronizar o preenchimento ósseo observado. O ganho clínico de inserção
e a redução na profundidade clínica de sondagem foi de 4,26 mm e
4,94 mm, respectivamente, em sítios tratados com EMD neste estudo,
o que levou também a uma comparação favorável com relação aos resultados
obtidos pelos estudos realizados por Heden et al. 14
(4,6 mm e 5,2 mm) e por Pontoriero et al. 15 (29 mm e
4,4 mm) em sítios infra-ósseos tratados com EMD.
É
interessante notar que, no presente estudo, nenhum sítio tratado,
tanto no grupo teste quanto no grupo controle, mostrou uma perda
na inserção clínica. Além disso, com a exceção de um sítio no grupo
controle, que não mostrou nem ganho nem perda de estrutura óssea
no defeito, todos os outros sítios nos dois grupos tratados mostraram
algum preenchimento ósseo na região do defeito.
As razões para os resultados positivos mostrados na presente população
de pacientes podem também ser justificadas pelo nível de controle
de placa e a freqüência das manutenções profissionais que, em um
estudo prévio utilizando cirurgia a retalho periodontal, mostraram
terem uma direta correlação com o ganho de inserção clínica e com
o preenchimento ósseo dos defeitos.18
Os resultados clínicos superiores mostrados neste estudo em sítio
tratados com EMD, em comparação com sítios controle, podem ser um
indicativo da atividade biológica das proteínas do EMD, que estão
envolvidas na diferenciação de cementoblastos. Evidências mostram
que a bainha epitelial de Hertwig possui um importante papel tanto
na formação de cemento celular quanto na formação de cemento acelular.32
Hammarström9 demonstrou que células da bainha epitelial
de Hertwig sintetizam substâncias derivadas do esmalte denominadas
de proteínas de matriz de esmalte (EMPs).
A decomposição das EMPs, incluindo as amelogeninas, as enamelinas,
e as amelinas na superfície radicular33 podem preceder
a formação de cemento acelular9,32,fornecendo uma superfície
essencial para a expressão de cementoblastos. Desde que o cemento
é depositado sobre o topo da superfície dentinária coberta por matriz
de esmalte, uma série de acontecimentos ocorrem, principalmente
para a geração de aparatos de ligação periodontal. Assim, em adição
à superfície dentinária exposta, a bainha epitelial de Hertwig ou
seus produtos podem participar na formação de cemento acelular.34
Células próximas à superfície radicular não são somente envolvidas
na formação de cemento, como também na formação de ligamento periodontal
e osso alveolar.35
O derivado de matriz de esmalte é composto primariamente de amelogeninas
e outras proteínas relacionadas que são derivadas de germes dentários
de porco.9 Assim, o uso adjunto de proteínas de esmalte
em conjunto com cirurgia periodontal regenerativa pode fornecer
uma matriz extracelular natural para recolonização de superfícies
previamente doentes por células que expressam fenótipo para se diferenciarem
em cementoblastos.10 Desde que o corpo é normalmente
exposto às proteínas de matriz de esmalte durante o desenvolvimento
dental, estas proteínas são provavelmente reconhecidas como self,
pelo sistema imune e, portanto, não há casos de rejeição a este
tipo de material pelo corpo humano.36,37
Um recente estudo38 documentou que EMPs têm um efeito
estimulatório na ligação e na disseminação de fibroblastos do ligamento
periodontal na superfície radicular durante os estágios iniciais
da reparação tecidual, quando comparados com fibroblastos derivados
da inserção conjuntiva gengival. As EMPs também estimulam a expressão
de fosfatase alcalina, que é um fator que pode aumentar a capacidade
cementogênica dos fibroblastos do ligamento periodontal. Em adição,
as EMPs foram também relacionadas à estimulação da liberação de
TGF por fibroblastos do ligamento periodontal e por fibroblastos
da inserção conjuntiva gengival. Foi especulado que esta diferença
na taxa de ligação entre estas duas populações de fibroblastos é
relacionada a diferenças na expressão de certos receptores de adesão
de membrana celular.
A
diferença na taxa de migração dos fibroblastos, bem como a habilidade
do EMP em estimular a produção de TGF pode explicar a contribuição
do EMP na repopulação celular seletiva de defeitos tratados e nos
resultados clínicos obtidos neste presente estudo. Os materiais
ou técnicas são, freqüentemente, comparados por análises estatísticas
de resultados de estudos que utilizaram apenas um dos materiais
ou técnicas. Um exemplo pode ser ilustrado por um recente série
de casos relatando o uso de EMD, que mostrou um ganho clínico de
inserção de 4,6 mm e uma redução na profundidade clínica de sondagem
de 5,2 mm.14 Baseado nestes achados, comparações têm
sido feitas com os resultados em uma meta-análise publicada de 16
estudos clínicos e 545 defeitos que foram tratados com GTR, enxertos
ósseos ou procedimentos cirúrgicos periodontais.8 Os
autores deste estudo concluíram que "...os resultados após a terapia
com Emdogain são similares aos variados resultados após a regeneração
tecidual guiada".
Conclusões
retiradas destas comparações são, freqüentemente, fadadas ao erro,
devido à diferença na população de pacientes, técnicas de medição,
enfoque cirúrgico, habilidades do operador com o dado material de
pesquisa, tipo de defeito tratado e níveis de controle de placa.
Nós temos visto o efeito de apenas uma destas variáveis, que são
as diferenças do operador, em uma recente publicação na regeneração
tecidual guiada no tratamento de defeitos infra-ósseos em um estudo
de vários centros.39 Resultados do tratamento entre vários
centros mostraram uma diferença de 1,73 mm no ganho clínico de inserção,
com 3 de 11 centros mostrando um maior ganho clínico de inserção
no grupo controle, comparado aos sítios tratados com GTR. Portanto,
os resultados apresentados neste estudo somente contrastam os resultados
dos sítios tratados com EMD comparados aos sítios controles tratados
somente com intervenção cirúrgica. No entanto, como mencionado anteriormente,
dois estudos publicados previamente15,16 com avaliações
pós-cirúrgicas de 12 e 8 meses, respectivamente, demonstraram nenhuma
diferença estatística significativa em melhoras na redução da profundidade
clínica de sondagem e no ganho clínico de inserção com o EMD, em
comparação com os sítios tratados com barreiras de membrana.
Antes
que qualquer conclusão de equivalência seja feita, amostras de maior
tamanho precisam ser colhidas e mais estudos precisam ser realizados.40
Além disso, desde que todos os defeitos, nas investigações citadas
acima bem como todas as investigações atuais, foram do tipo infra-ósseo,
extrapolações destes resultados com o uso de outros tipos de defeitos
ósseos (exemplo: furcas, perdas ósseas horizontais, defeitos em
face vestibular) poderiam ser inapropriadas.
Por fim, um recente editorial publicado discutiu a distinção entre
os resultados que são estatisticamente importantes e os resultados
que são clinicamente importantes. 41 Baseados na redução
na profundidade clínica de sondagem (4,94 mm), ganho clínico de
inserção (4,26 mm), preenchimento ósseo (4,28 mm), porcentagem do
defeito preenchido (83,2%), que foram obtidos em sítios deste estudo,
após um ano de tratamento com EMD, vários profissionais podem argumentar
a significância clínica destes resultados. Este tratamento certamente
adiciona uma nova modalidade para o tratamento de defeitos infra-ósseos.
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As referências bibliográficas podem ser obtidas diretamente na Sobrape,
pelo telefone (11) 3842-0275 ou pelo e-mail: sobrape@sobrape.org.br
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Stuart J. Froum - Divisão de ciências
cirúrgicas, departamento de implantodontia da Faculdade de Odontologia
de Nova Iorque.
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Edwin Rosenberg - Divisão de ciências cirúrgicas
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Mea Weinberg - Departamento de implantodontia, Faculdade de Odontologia
de Nova Iorque
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Aluna do 4º ano do curso de graduação da Faculdade
de Odontologia da Universidade de São Paulo
Fonte:
Journal of Periodontology, volume 72, fascículo 1, páginas
25 a 34, janeiro 2001.
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