Mudanças no conteúdo
Demorou, mas chegou! Após alguns meses de trabalho e negociações com as empresas para angariarmos mais publicidade, esta terceira edição do jornal Periodonto, da atual gestão da Sobrape, vem recheada de novidades em seu conteúdo. A começar pela seção Entrevista, que traz a vivência de uma grande personalidade da periodontia. No auge de seus 83 anos e quase 57 anos de atividade profissional nessa área, o doutor Antonio Césio de Pádua Lima relembra alguns momentos de vida, como a que viveu ao viajar para os Estados Unidos.
Era início da década de 40 e o doutor Pádua Lima queria saber mais sobre dentaduras. Quando desembarcou na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, logo descobriu que há muito tempo não se estudava essa disciplina. Foi neste instante que tomou conhecimento, pela primeira vez. sobre a periodontia. E desde essa época não parou de trabalhar e de se especializar. Continua atendendo seus pacientes em um belo consultório em São Paulo. E à tarde aproveita para continuar se atualizando na profissão.
"É muito Importante nos manter atualizados. Por isso, além de estudar a técnica, leio as revistas e as literaturas bibliográficas que recebo", comenta muito empolgado.
E aproveitando essa determinação, o doutor Pádua Lima cedeu com exclusividade para os leitores de periodonto, um artigo que retrata os últimos 50 anos da periodontia no Brasil. Um texto memorável, pois ressalta a realização de todos os grandes personagens dessa história. Desde Gottlieb, passando por Waerhaug, Hirshfeld, Ramfjord até Stilman e Carters. Não deixe de ler essa seção.
Mas as novidades não parm por aquí. Continuamos nessa edição a retratar a inter-relação de uma especialidade da medicina com a periodontia.
Nesta reportagem, o doutor médico-cardiologista José Carlos Câmpora, chefe da equipe médica do Centro Integrado de Medicina Interna que atende nas áreas de clínica médica e cardiologia no Hospital Nove de julho, dá a sua visão a respeito desse assunto. Para ele, não há uma relação direta de causa e efeito entre um paciente ter uma doença periodontal e vir a desenvolver uma cardiopatia. "A doença periodontal leva a um processo de natureza inflamatória e infecciosa, além de exigir o uso de medicamentos e de procedimentos anestésico-cirúrgicos. No entanto, ela, assim como qualquer processo infeccioso, pode agravar o quadro clínico e dificultar o tratamento de um paciente cardiopata", ressalta. E alerta para a questão de que o hábito de avaliar clínica e cardiológicamente o paciente antes de qualquer procedimento odontológico que envolver cirurgia, medicação, anestesia etc. deve ser rotineiro, além de se verificar com muito rigor a medicação que será utilizada.
mas a sua Sociedade Brasileira de Periodontologia não está parada. Acaba de criar o prêmio Medalha de honra e Mérito, em comemoração aos 30 anos de fundação da entidade. A láurea será outorgada às personalidade mais influentes da Odontologia e Periodontia nacionais. E a entrega será durante o Encontro das Especialidades, que acontecerá de 26 a 28 de outubro, no Centro de convenções Rebouças, em São Paulo (sobre este assunto veja programação na seção SBP Dia-a-Dia). Além de a entidade ter sido representada pela professora doutora Gisela Estela Rapp durante a visita à Academia Internacional de Periodontologia.
E para fechar com chave de ouro, esta edição inaugura mais uma seção - Ponto de Vista. Envie-nos a sua opinião a respeito de algum assunto ligado à periodontia, mas também podendo ser abordados assuntos relacionados à educação. O doutor Célio Nabuco Filho inaugura esta editoria comentando sobre a submissão dos meios universitários após a implantação do Provão. Infelismente, fica prevalecendo a teoria em vez da prática na opinião do especialista.
Esperamos que, com este novo conteúdo, os leitores de Periodonto nos perdoem pelo atraso do jornal. Envie-nos suas sugestões ou críticas. Queremos fazer a cada edição um Periodonto novo. Boa leitura a todos!
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