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O termo "mau
hálito" ou "halitose" é usado para descrever um odor
desagradável presente na cavidade bucal e, atrás somente
da cárie e doença periodontal, é motivo de visitas aos
dentistas. Esse problema tem comprometido uma parcela
crescente da população e é capaz de deteriorar as relações
interpessoais nos ambientes de trabalho e familiar.
Cada vez mais presente no consultório odontológico,
o diagnóstico correto e o tratamento adequado da halitose
são essenciais para aquisição de resultados satisfatórios.
A maioria dos
casos de halitose origina-se na boca, como resultado
da formação da saburra lingual. Esta é uma massa esbranquiçada,
composta por restos alimentares, células descamadas
e bactérias, que se forma na parte posterior da língua,
região de difícil acesso a higiene por muitos pacientes.
A halitose também tem sido relacionada com a presença
e gravidade da doença periodontal.
Ao contrário
do que muitas pessoas possam imaginar o mau hálito raramente
é um problema causado por desordens no estômago, como
por exemplo a gastrite. Quando acontece, pode ser devido
ao refluxo mas mesmo nesses casos, o tratamento é feito
na cavidade bucal pelo dentista em associação com o
médico gastroenterologista. Ainda, muitas vezes o mau
hálito pode surgir em decorrência de problemas com a
amígdala e nesses casos o tratamento é realizado em
associação com o otorrinolarengologista.
A ciência tem
contribuído para o conhecimento dos fatores que geram
o mau hálito e recentemente algumas pesquisas têm focado
na influência que o estresse do dia a dia dos pacientes
pode interferir na saúde bucal e consequentemente pode
contribuir para o aparecimento do mau hálito. Isso acontece
pois o estresse afeta diretamente as glândulas salivares
diminuindo a sua secreção e modificando-a. Esses estudos
procuram ao longo do tempo conhecer os fatores causadores
da doença para posteriormente desenvolver estratégias
terapêuticas que favoreçam a sua cura.
Por ser uma situação
desagradável e constrangedora para o paciente, indústrias
nacionais e internacionais tem se preocupado em desenvolver
aparelhos para diagnóstico do problema. O Halimetro
é um desses aparelhos que tem sido utilizado em clínicas
especializadas para o tratamento da halitose. É de simples
e rápida obtenção dos resultados e importante também
durante o acompanhamento do tratamento.
Recentemente
também foi desenvolvido um aparelho que é capaz de separar
alguns dos gases do mau hálito e portanto fornecer um
diagnóstico ainda mais acurado do problema. Este aparelho
já está disponível em algumas clínicas do país e algumas
das universidades, possibilitando acesso à população
ao diagnóstico específico e possibilidades de tratamento.
Enfim, o mau
hálito é um problema que por muitos anos foi considerado
um tabu mesmo nas sociedades modernas, porém estudos
recentes revelam um avanço do conhecimento nessa área.
Ao contrário do que muitos pensam ele tem cura e o profissional
de saúde, principalmente o cirurgião-dentista deve estar
preparado e atualizado, para atuar corretamente no manejo
de pacientes sob essa condição.
| Dra. Caroline Morini Calil
- Doutora em Fisiologia Oral - Unicamp |
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